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sexta-feira, 10 de março de 2023

Não dão uma pr'a caixa

"Clicho eu, clichas tu": do ruído ensurdecedor, longo e rastejante (!) que a TAP vem produzindo, destaca-se agora a manobra de diversão de um despedimento mediático da administradora executiva ( dita CEO) e do menos executivo presidente do conselho de administração. Engraçado: abraçando o relatório da Inspecção de Finanças onde se diz, entre outras questões juridicamente muito relevantes que advogados "de ponta" nem enxergaram, que o acordo (despedimento, renúncia) da A. Reis só poderia ser feito pelo accionista em assembleia geral, o ministro das finanças vai daí e despede a Oumières-Widener pela televisão. Toma, para aprenderes. Já houve tantos palpites sobre a questão que não ousamos esmiuçar. Basta-nos um. mais um. Se a Christina comunicou ao secretário de estado que tutela funcionalmente a empresa ( tutelava) e se foi autorizada a fazer o acordo, como já foi admitido, então tem fundamento para a tal guerra por muito que o actual ministro ache que cumpriu ou cumprirá a lei. A ninguém é exigível que corra os ministérios para praticar um acto de gestão e nenhuma lei o pode estabelecer sob pena de imbecilidade normativa. Que não é rara nos tempos que correm. Ainda que a norma custe mais 20% do que o valor de mercado. Temos de concluir: a rapaziada não sabe o que faz quando contrata nem quando distrata. Só sabem que nada sabem. Isso eles sabem-no bem e exibem-no com grande habilidade. Sempre senhores do seu nariz. Citando o inquilino de Belém que subitamente parece querer redimir-se agora, tarde e a más horas: os melões só entram no olfacto quando estão muito maduros. O que nem significa que prestem. Essa característica é gustativa e não olfativa. Mais do que madura, esta rapaziada requentada, mas pouco requintada, não dá uma p'ra caixa.
 

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