Ao que parece, na próxima quinta feira, dia 12 de Fevereiro os lieders europeus encontrar-se-ão no Castelo de Alden Bissen na Bélgica para discutirem assuntos importantes, visando a competitividade económica e também aquilo a que se chama já o "federalismo pragmático". Como li que Mario Draghi e Eurico Letta também estarão presentes, apesar de nenhum deles ocupar, neste momento, lugares de decisão política de relevo, tenho esperança de que, finalmente, a Europa entenda que a aventesma Trump não passa disso mesmo. Gabarolas, cobardola e ignorante. É tempo de a UE demonstrar ao Presidente dos Estados Unidos da América que não está disposta a suportar mais esta miserável farsa a que o senhor se dedica empenhadamente. A força não está apenas no poder nuclear e ouso dizer que não está sequer primordialmente no poder nuclear. Há muitos anos- ainda na minha adolescência- a corrida nuclear estava na ordem do dia e nós discutiamo-la frequentemente. Lembro, por isso, um colega que, farto da conversa se saíu com uma verdade insufismável. Para que é que os dois ursos ( união soviética e eua) quererão mais armas nucleares se aquelas que têm já destruirão o mundo. incluindo aquele que as usar? Em linguagem recente relembro também as sistemáticas ameaças da federação russa, particularmente do imbecil Medvedev que já foi presidente e agora preside ou subpreside ao conselho de defesa, se é assim que se chama o corpus nigrum ou muleta de Putin.
Regressando ao tema: Draghi afirmou há dias que a UE tinha de avançar em direcção ao federalismo. Isso não exige que todos os Estados o queiram e não precisa disso sequer. O tratado da União prevê uma cooperação alargada ( enhanced cooperation) desde que 9 Estados, pelo menos assim entenda. Ora, se é verdade que as decisões em democracias são sempre mais difíceis e morosas do que em estados autoritários, também é verdade que a UE não pode continuar a permitir ser permanentemente minada pela Hungria de Orban ou pela Eslováquia de Fico. Logo, a única hipótese é ir em frente, avançar para um federalismo pragmático com aqueles estados que queiram. De uma ou de outra forma, a Hungria e a Eslováquia já são excepções permanentes não aceitando financiar seja o que for a não ser a si mesmos. Em boa verdade, querem mamar da UE e nada mais. Para a competitividade económica Von der Leyen fala na preferência europeia. Ou seja, havendo produtos fabricados na UE, não deveria ser possível comprar fora da UE, particularmente quando se utilizam fundos comunitários. É o que entendo. E aplaudo as duas medidas sem reservas e aplaudirei qualquer outra que mais ou menos diplomaticamente diga ao Trump que a UE não atura mais basófias. Por isso mesmo é tempo de o pateta Rutte ( mesmo não sendo UE mas NATO) entenda que chega de dar graxa ao cágado, queria dizer ao Trump. Aliás, até o Fico já se manifestou dizendo que o homem está desequilibrado e é perigoso.
Para terminar: parabéns ao povo português e ao seu bom senso. Julgo que elegeu um bom presidente: sério, honesto, conhecedor e espero que exigente com o governo, como tem afirmado.
