Cucos e Marionetas
Notas dispersas sobre um País adiado. Alguma ternura e alguma esperança à mistura, porque a vida é esperança.
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sábado, 18 de abril de 2026
Palhaçadas perigosas
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Federalismo Pragmático
domingo, 31 de agosto de 2025
Pantomineiros
- Há meio mundo a criticar Marcelo Rebelo de Sousa, melhor, o Presidente da República, por ter dito que Trump era um activo russo. Citam até a primeira expressão ( activo soviético) que corrigiu logo de seguida, com o propósito de realçar a ignorância do Senhor Presidente bem como a sua desbragada incontinência. Na verdade. Marcelo tem grande dificuldade em estar calado. Já aqui o dissemos várias vezes. Desta vez temos de afirmar que o conteúdo daquilo que afirmou é o que toda a gente bem informada pensa mas ninguém diz. Parece até que ajoelham perante as aldrabices e imbecilidades do pantomineiro. Com medo. Só pode ser: medo e consequente cobardia. Entendamo-nos: é óbvio que um Chefe de Estado ou alguém com responsabilidades políticas deve ser cuidadoso na forma como se exprime. Mas não é preciso ser cobarde por precaução. O Senhor Trump tem agido no que à Guerra na Ucrânia diz respeito como um aliado de Putin. A todos os níveis. seria fastidioso enumerar todos os momentos. Até porque neste assunto, como em todos os outros, é impossível encontrar uma linha consequente quer nas acções quer no seu"discurso" infantil. O patomineiro é um caos. Quem não se lembra de, logo após ter sido eleito, Trump ter afirmado que foi a Ucrânia quem começou a guerra? Quem esqueceu - se isso fosse possível- a verdadeira emboscada que montou em plana sala oval com a imprensa e todos os sicofantas de que se rodeia presentes? Há um gozo patente na necessidade de humilhar os mais fracos por parte do pantomineiro. Aqueles que se apresentam numa posição mais fraca. Isso aconteceu vergonhosamente com Vladimir Zelensky. Todos pudemos assistir. Que prudência ou reserva diplomática merece esta personagem má, ordinária e cruel? Já ameaçou a Rússia com sanções meia dúzia de vezes. Nunca concretizou qualquer ameaça. Nem na bagunçada das tarifas deixou de beneficiar a Rússia. O patético imbecil que os americanos elegeram para a Casa Branca tem uma admiração indisfarçada por todos os ditadores e tiranos. É aquilo que ele aspira ser, como é evidente para todos. Julga-se no direito de meter o bedelho em tudo com o propósito de demonstrar que é ele quem manda e que o seu poder, por mais arbitrário que seja, não respeita nem tem de respeitar quaisquer limites: é a militarização dos estados democratas, são as detenções arbitrárias e repletas de falsidades dos imigrantes, designadamente, são os "despedimentos" na administração da reserva federal ( FED) ou na saúde e até a coca-cola já decidiu visar. Este pantomineiro, que trata os países e as pessoas como buracos onde tem de meter a bola de golf, não merece o mais pequeno respeito, apesar de ser Presidente do País mais poderoso do mundo. Os americanos só têm de se auto-flagelar pela escolha desastrosa que fizeram. Por isso, desta vez, a desacautelada verdade do Senhor Presidente da República merece o meu aplauso. E não me parece que haja qualquer risco para Portugal. Até porque o ego do pantomineiro é tão grande a a sua ignorância tão desmedida que nem deve saber quem é Marcelo Rebelo de Sousa ou onde fica Portugal. O pantomineiro tem sido, objectivamente um activo russo. Mas, apesar de os russos já terem vomitado os sovietes, não é uma asneira tão grande como aquelas que Trump diz diariamente falar em activo soviético. O amigo Putin não quer reconstituir a URSS?
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Reformas
quinta-feira, 30 de janeiro de 2025
Estupidez
quinta-feira, 25 de abril de 2024
O Larachas
quinta-feira, 14 de março de 2024
O erro de Montenegro
quinta-feira, 4 de janeiro de 2024
Dextros, Canhotos e Tantos Outos
quarta-feira, 6 de dezembro de 2023
Geringonças
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Laicismos, Neutralidades e outras beberagens
Bom. Cada acontecimento com alguma repercussão social, gera uma onda com uma ou várias vagas com a qual a comunicação social nos massacra até à exaustão. Como tudo na vida, as vagas vão-se esvaindo com o tempo. Mas todo o cão e gato quer apanhar o pico da onda que os tempos são muito céleres e a onda é para surfar. A última onda foi a Jornada Mundial da Juventude. Teve três vagas que me tenha apercebido. A primeira foi há meses e o desperdício de dinheiro público era então a crista. A segunda foi o seu êxito ou inêxito, bem como a oportunidade e locais dos eventos. A terceira ainda persiste, mas está a esmaecer. Curioso. Quem ficaria radiante que a JMJ fosse um fracasso acabaria por escrever textos e não só que representam manobras de diversão urdidas de forma pouco subtil para não dizer boçal. Mas sempre enganam alguns incautos. Reparemos no título que o guru bloquista utiliza no último expresso: O problema do Papa é a sua Igreja. ( não sei se é literal e pouco importa). Perante o carisma e a simpatia que o papa Bergoglio indiscutivelmente despertou durante a sua estadia em Portugal. a personagem teve que fingir aceitar o porreirismo pessoal para poder largar o lodo da organização. Assim o ideal seria um Francisco Papa sem Igreja. Até porque ele - imagine-se - tudo faz para se afastar da herança de Joao Paulo II. E mais: Francisco trouxe a Portugal a mensagem do fim do seu patriarcado. Mas a Igreja, para além de usar o nosso dinheiro despudoradamente lançou uma fatwa sobre o não-dito Bordalo II. Uma fatwa! nem mais nem menos. Quem o matar será pago em dinheiro ou dormirá com umas virgens? Não é uma delícia tudo isto? Sua alteza Louçã dixit seguramente após um animado consistório bloquista.
Houve críticas alegando a laicidade do Estado. E alguém corrigiu dizendo que o Estado não era laico mas sim neutro. A todos estes sabichões não ocorreu consultar a CRP. Vem tudo no artigo 41º que começa por afirmar que a liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável. E a seguir diz-se que as Igrejas e outras comunidades religiosas são separadas do estado e são livres na sua organização. Tudo isto e só isto é regulamentado na chamada Lei da liberdade religiosa, onde a propósito daquilo a que chama princípio da cooperação se diz que o estado cooperará com as Igrejas e comunidades religiosas de acordo com a sua representatividade. Em suma: o Estado Português não é laico nem neutro. Ponto. Também não é um Estado confessional. Está separado de Igrejas e outras comunidades religiosas com as quais pode cooperar de acordo com a sua representatividade na sociedade portuguesa.
Farei aqui um ponto de ordem. Sou agnóstico. Não sou ateu. Não é a mesma coisa. Quem confunde os dois conceitos deveria procurar esclarecer-se. Mas choquemos um pouco os peritos divertidos que pretendem enlear-nos nas sua manobras de diversão. Portugal é hoje uma república porque depôs a monarquia no dia 5 de Outubro de 1910. Assim celebramos o evento. A monarquia foi instaurada pelo primeiro rei Afonso Henriques e reconhecida pelo Papa Alexandre III na bula Manifestis Pobatum em 23 de Maio de 1179. Foi aqui, creia-se ou não, que o Papa atribuíu a D. Afonso o direito de usar o título de rei bem como o direito de o transmitir aos seus sucessores com o propósito, que Afonso requereu, de defender a fé cristã e de a expandir de todas as formas incluindo lutando com a moirama. E assim fez Afonso e assim fizeram os sucessores. De Guimarães expandiu o território e a fé até aos Algarves. O quadrado, à beira mar desenhado, ficaria mais ou menos consubstanciado em 1297 com o tratado de Alcanizes.
Para o bem e para o mal, como se queira, o cristianismo ( catolicismo designadamente) teve e tem em Portugal uma história e uma aceitação social ( uma representatividade) a que nenhuma outra religião, Igreja ou comunidade religiosa pode arrogar-se como é bom de ver. O mesmo sucede com o Cristianismo na Europa. Queiramos ou não, a Europa com os milhares de vicissitudes que tem sofrido na sua longa história foi sempre influenciada por princípios cristãos e não por princípios Indús ou Mussulmanos. Foi assim. Não sabemos como será ou como virá a ser. Por mim que sou agnóstico e nem me considero nacionalista, é óbvio que a representação cristão, em Portugal não tem qualquer paralelo com a representação de qualquer outra Igreja ou comunidade religiosa. Logo, de acordo com a CRP e com a lei, a cooperação do Estado não pode ser igual para todas as religiões. Porque diabo haveria de ser? Estrafeguem-se, gritem, sapateiem, façam o que quiserem, mas não confundam o cú com as calças.














