Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Luíscidio

Terá Luís Montenegro uma atracção fatal pelo seu primeiro nome? E tal impulso incontido terá um efeito refractário relativamente a outros Luíses? Ocorrem-me imediatamente dois: Luís Neves e Luís Marques Mendes. Ignoro os demais, visto não ser das relações do sujeito activo. Tenho para mim que as trapalhadas do ex-director geral da PJ acabará por afundar Montenegro e, quiçá, o PSD. Tal como sucedeu nas presidenciais. Toda a gente capaz de articular vogal e consoante previu o desastre com o apoio ao Luís Mendes. Montenegro não, pelos vistos. Ou se previu, assumiu o risco deliberadamente. Ou quedou-se rezando para que tudo não passasse de um engano de alma ledo e cego? Do que duvido. Será que não vê o que este novo Luís já está a fazer ao PSD? Ou também não quer ver? Claro que não nos propomos aqui averiguações jurídicas de qualquer tipo. O propósito é bem mais singelo. Mas a trapalhada com a galera apreendida e "emprestadada" ao empreiteiro de Barcelos, só por si, configura-se como um descaminho que é grave. Se o bem estava apreendido, é evidente que o director da PJ dele não poderia dispôr como fez. Qualquer explicação para este acto é patética. As que o Luís deu ( ouvi versões não coincidentes do visado) são simplesmente pueris para além de patéticas. De resto, quem tenha alguma experiência de Tribunal pôde aperceber-se que este Luís mentia. Não sei o que se passará na Comissão de inquérito. Mas sei que seria difícil montar um palco tão disponível e prestável para Ventura e para o Chega. Não só agora. Desde que Luís Neves foi chamado para o Governo. Por muito que Montenegro o negue, o cidadão normal não pode deixar de se interrogar: como é possível manter no governo um homem claramente medíocre e envolto em tais trapalhadas? Atendendo às supeitas que já recaíram sobre Montenegro relativamente à sociedade e à passagem para a mulher da sua quota ( que infantilidade num jurista !) é agora natural que o cidadão comum se interrogue sobre hipotéticos favores por parte do ex-director da PJ. O à-vontade com que o Luís da PJ se afirmou de pedra e cal no governo leva mesmo a interrogarmo-nos sobre o tipo de protecção que poderá ter dado a outros políticos e não apenas ao Luís Montenegro.
Uma coisa temos por certa: todo o tempo que permanecer no governo constituirá um invejável palco para o Chega e para André Ventura. Que este agradece, naturalmente.
 

Sem comentários:

Enviar um comentário