Notas dispersas sobre um País adiado. Alguma ternura e alguma esperança à mistura, porque a vida é esperança.
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segunda-feira, 26 de julho de 2021
O cavalo passou-lhe ao lado
quarta-feira, 16 de junho de 2021
Me(r)dinices
averiguar quais as notícias falsas ou verdadeiras. Está mesmo a ver-se. Serão falsas todas aquelas que incomodem o poder estabelecido. Como o PS tem a sanfona montada e rapazes servis em todos os altifalantes públicos ou mais ou menos públicos, quem se meter com o PS leva, como diria o falecido Jorge Coelho tão bem emitado agora pelo eterno Ministro dos estrangeiros Santos Silva que gosta de malhar na direita. Tudo bons rapazes.
Bolas! Mas voltemos ao caso da Embaixada da Rússia. O Senhor embaixador trata-nos como se fossemos atrasados mentais. Tem razão. Até acreditamos que os nomes dos activistas já foram apagados. Todos nós vimos. Foram apagados a tinta vermelha do caderno escolar. De quem? Do Senhor Santos Silva, claro está. Ele assim o disse. E deu o tom ao Embaixador do Putin. Falando sério. Elegemos nós gente que não tem a mais pequena noção do que é um Estado de Direito. Se tivesse, não se refugiaria numa lei de 1974 que, por incrível que pareça, nem sequer diz nada daquilo que eles querem que diga. Mas se alguma coisa dissesse, sempre estaria absolutamente derrogada pelos princípios e direitos da CRPortuguesa. Pelo que nem é preciso falar da Lei de Protecção de Dados. O Medina pediu desculpa e, está bom de ver, pediu também uma auditoria. Disse que o caso é grave. E todos os realejos do PS se afinaram uma vez mais para arranjar expedientes. Não há expedientes possíveis. Voluntária ou negligentemente, a CMLisboa, de que é responsável o seu presidente Medina delatou os organizadores de uma manifestação, organizada por três cidadãos russos, dois dos quais também cidadãos portugueses. São simplesmente vergonhosos os expedientes das variadíssimas concertinas. Não foi corrigido, O Medina sabia da vergonha desde que ocorreu porque os delatados se queixaram. E actos semelhantes ocorreram desde 2011 com Medina e com o seu antecessor e agora primeiro ministro Costa. Mas ninguém será responsabilizado por isto, como nunca ninguém no PS e no seu governo geral ou governos "regionais" é responsável e jamais será. É obsceno afirmarem continuamente que nada sabem. Tentar responsabilizar subalternos administrativos. Qualquer crítica a estes figurões é um conluio contra o país ou um aproveitamento político. Os figurões são os donos do quintal. E anda um Rio Abaixo a queixar-se que o PS não quis as reformas apesar do apoio que ele ofereceu. Não há pachorra! Apetece organizar uma manifestação em frente ao palácio de Belém. Mas é perigoso. Como é o seu inquilino que nomeia o primeiro ministro e faz questão de o dizer, será que não nos vai nomear também acessores do Medina?
segunda-feira, 7 de junho de 2021
Os Ingleses do (seu) descontentamento
Acabo de ler no Observador um excelente texto de Sofia Madureira a propósito da rábula do turismo anglófilo. É um texto lúcido e corajoso. Um pouco nostálgico, talvez, visto começar com memórias de infância da autora num Algarve que, obviamente já não existe. A autora reconhece isto naturalmente. A transformação do Algarve teve erros mas também coisas positivas. E é evidente que o Algarve não poderia ser "guardado" para privilegiados nacionais ou estrangeiros. O desenvolvimento é saudável desde que se acautelem valores essenciais como o ambiente, relações sociais e laborais justas e o bem estar dos algarvios e dos portugueses. Desde que o Turismo, como todas as restantes actividades sejam sustentáveis, em suma. Não tem sido o caso, como sabemos. Há um luxo excessivo de hotéis e campos de golfo para os quais o Algarve não tem água, e porventura também alguma lassidão com um certo turismo de mochila desregulado. O que me entristece nesta rábula é ouvir sistematicamente as carpideiras, com incompreeensível arrogância, zurzir na incompetência científica dos britânicos e na malvadez do seu governo. Esta atitude é verdadeiramente miserável. Como a imagem sugere, Johnson deve encher o seu ego apalhaçado com tanta imbecil mendicidade. O Senhor Santos Silva que nada faz e nada prevê adora malhar na direita como é sabido. Mas não só. Malha também no governo britânico, sempre que se julga contrariado e até no governo espanhol. Lembram-se do som tonitruante e glorioso de quem manda nas fronteiras portuguesas é o governo português? Mas há mais. Os Ingleses ou britânicos, como queiram, nunca têm razão nas medidas que tomam. Claro que não têm. Deveriam consultar o ministro português dos negócios estrangeiros. Não só realizariam no Porto a final da Champions desde que com equipas inglesas, mas provavelmente bem poderiam marcar metade dos jogos da "premiére" para Lisboa, Faro, Coimbra, Leiria e quejandos. Antecedentes não faltam. Se proporcionámos o final four, porque não o final twoo? E porque não os abrasadores derbys Londrinos ou Mancunianos?
Há bem pouco tempo, se a memória me não trai, o Governo português cancelou os vôos para o Reino Unido, considerando o alastramento rápido da variante inglesa do covid-19. Não tenho idéia do Senhor Johnson se ter rebelado contra esta medida. Que fique claro. Não defendo o Johnson nem o seu governo. Considero, aliás, que o PM é um palhaço e mentiroso cumpulsivo sendo que os amigalhaços deste governo de sua majestade ficam muito bem nas fotografias conjuntas. Mas nada disto significa que tenha de me intrometer nas suas medidas sejam politicas, de saúde pública ou meramente lúdicas. Têm direito a tomar as medidas que entendam sejam elas ditadas por razões sanitárias ou meramente políticas, como sejam as de favorecer o turismo interno. Que direito temos nós de criticar isso? Se o Algarve é excessivamente dependente do turismo inglês, porque não se tomaram medidas há mais tempo para minimizar essa acefalia económica?
Ah! É verdade. Ontem o Sr. PM Costa já compreendeu isto. Como sempre a reboque dos acontecimentos, Ou me engano muito -.oxalá - mas não passará de palavras uma vez mais. Até porque é mais simples vituperar retoricamente os ingleses do que trabalhar e diversificar o turismo e toda a actividade económica do Algarve e de Portugal. Usemos binóculos. Porque nem com tal instrumento encontraremos medidas sérias neste sentido no chamado Plano de Recuperação e Resiliência. Resiliência, confesso, enche-me as medidas.
terça-feira, 23 de março de 2021
Destempero Selado
domingo, 10 de janeiro de 2021
Conspirações
sábado, 19 de dezembro de 2020
Pandilha
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
Bater no Ceguinho
quarta-feira, 26 de agosto de 2020
Pusilaminidades

sábado, 20 de junho de 2020
Fanfarronadas
quinta-feira, 11 de junho de 2020
A pandemia do medo
sábado, 11 de abril de 2020
Aposta ganha
segunda-feira, 30 de março de 2020
Vai uma aposta?
UFF! É extraordinário. Sem pretensões "estruturalistas", aí vai: os leitores do Senhor Tavares sabem coisas desde 2012 que os do Financial Times, designadamente, só agora souberam. Não é fantástico? O facto de o euro ser comum a muitos Estados da UE é uma bizarria, face a moedas como o dólar e a a zona euro uma bizarria face a outras uniões monetárias como os EUA. Extraordinário! Ó Senhor Tavares, os EUA são um Estado Federal, uma união política, como a Alemanha e tantas outras. Não são uma união monetária. Não seria bom ler alguma coisa sobre a teoria da integração, Senhor Tavares? O que fez durante o seu mandato europeu? Já agora: olhe que o dólar é nome de moeda de vários estados soberanos. Já ouviu falar do Canadá e do dólar canadiano?
Vamos ao que importa. Descontando as embrulhadas do citado "colunista"o artigo apanha a embalagem da oportunista e propalada "desintegração" do último Conselho Europeu. Os tais nove Estados que querem os eurobonds aproveitaram a epidemia coronavirus para divulgarem a título de ameaça: (i) ou se mutualizava a dívida com os eurobonds ou (ii) eles batiam à porta da desintegração europeia. Celebrizou-se uma expressão muito democrática e muito educada, - como é costume, - do António Costa: repugnate, (o discurso ou posição do Ministro Holandês das Finanças); Não temos disponibilidade para ouvirmos ministros das Finanças Holandeses. (Alusão a Joroen Dijsselbloem), seu compadre socialista e antecessor do mago Centeno no chamado eurogrupo). A UE tem as costas largas. Nada faz quando deveria agir rapidamente e em comum. Pelo que nos parece, a Senhora Merkl, para esta mesma gente, reincarnou o papel do diabo depois de ter assumido, com a questão dos refugiados- e não só- o papel de estadista/mutter generosa, determinada e simpática.
Declaração de interesses: sou europeista e federalista. Logo, gostaria que a UE caminhasse para uma União Política. Mas está muito longe de "mutualizar" a maioria das suas políticas! O euro não é sequer comum a todos os países membros da UE.
A UE nada faz? Então os empréstimos que resgataram vários países membros, designadamente Portugal, nada foram? Nada são? Então a actual disponibilidade do Banco Central Europeu para comprar privilegiada e ilimitadamente toda a dívida emitida pelos estados membros não é nada? Os 750mil milhões de euros de apoio disponibilizados pela UE não são nada? A eliminação de limites orçamentais e até de regras de concorrência não é nada? Poderíamos ir mais longe? É verdade. Poderíamos. Mas não deveremos esquecer que à UE, no estado de integração em que se encontra, compete-lhe sobretudo coordenar as politicas dos estados membros. A capacidade de decisão dos órgãos verdadeiramente comunitários ( Comissão e Parlamento) é limitada, naturalmente. O Conselho, como do nome resulta, é o órgão colectivo de todos os estados membros. Logo, deve-se a todos a decisão, porque assim entenderam. No último Conselho nove Estados mostraram-se favoráveis à mutualização da dívida. Mas os estados membros são 27. Em democracia há maiorias e minorias. Neste caso, como é sabido, o Conselho delibera até por unanimidade. Não podemos ser democratas apenas quando os outros concordam connosco, como é habitual nas esquerdas a que o colunista Rui Tavares pertence ou parece pertencer. O seu narcisismo e vontade oportunista de determinar a verdade e a razão não têm limites para essa esquerda.
A mutualização da dívida dos países da UE é um assunto muito sério. Para além de indispensáveis cautelas para que uns estados não se endividem responsabilizando todos os outros, com eurobonds ou quaisquer outros instrumentos financeiros, este passo exige a transferência para a UE de poderes de soberania. Isto é, exige passos significativos na direcção de uma União Política.
Voltemos ao conselho /comando do colunista. É possível, claro, avançar com um projecto europeu de coordenação reforçada. Muita gente o sabe e não só os seus leitores. Mas não é isso que os defensores acérrimos da mutualização da dívida à "trouxa mocha" querem. Melhor: os estados que enumera não querem eurobonds sem que a Alemanha participe. Por razões óbvias. Por isso, não avançarão com os eurobonds, apesar de saberem que é possível a tal coordenação reforçada.
Vai uma aposta?
quinta-feira, 19 de março de 2020
Estado de Emergência....porque somos portugueses!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Assomo de dignidade













